sexta-feira, 6 de novembro de 2009
http://dreamtilt.wordpress.com/
Agora você se arrepende de não comentar meus textos? Tarde demais...
Por que fiz isso? Bem... achei um outro lugar: wordpress! Lá terei um maior controle sobre o blog, então estou me mudando para lá, espero que vocês gostem do novo local; agora só escreverei lá, acho.
Obrigado pela atenção e aqui está o link do novo blog: http://dreamtilt.wordpress.com/
boa noite
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Infância
Dessa vez, colocarei um texto chamado:"infância"; O escrevi depois de ler um blog de uma amiga; Pensava apenas no futuro, esquecia o presente e agora que o futuro virou presente, o que farei? O que me tornei? Consegui o que eu queria? talvez sim, talvez não, talvez talvez. Bem, espero que gostem e até a próxima.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
X²
Hoje colocarei um "poema/texto/chame do que quiser" que fiz no ano passado durante meus estudos na madrugada; faltava mais ou menos um mês para o vestibular e eu já estava muito cansado de estudar ( 5 horas diárias e mais 9 horas de aula diárias). Se valeu a pena tanto esforço para fazer uma prova? Sim, eu consegui entrar na faculdade que sempre quis; não fazem tantos filmes tentando mostrar para as pessoas não desistirem de seus sonhos? Então...
Bem... espero que gostem do "poema/texto/chame do que quiser", até a próxima!
(obs: Se tudo der certo, esse blog terá um novo layout).
X²
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Perdoe-me...
Mas bem, vamos ao que interessa, hoje irei postar uma redação que fiz no ano passado, a qual chamei de "o espelho". Como sempre, eu sai do tema, mas a professora disse que estava muito bonito. Espero que gostem.
Num quarto escuro levanto-me, minhas costas estalam, fazia dois dias que não levantava. Acendo a luz, procuro minha vodka, bebo, vou até o espelho, olho-me. Corpo de 18, alma de 68, sou um vazio, num corpo marcado pela vida refletida no espelho.
Na minha mente, apenas o sonho perdido; da minha terra precisei fugir, fugir da miséria, da seca, da morte. Sonho todos os dias com o meu sertão quando chovia: cheiro de terra molhada, árvores com frutos, sorrisos. Entretanto depois vinha a tristeza, o sol forte, a evaporação acelerada, as pessoas se esvaindo.
Não agüentava mais, precisava sair de lá, parecia que minha alma havia saído de meu corpo, minha mente, minha vida, não quero que outros sintam o que senti. Fui embora com amigos, os quais morreram pelo caminho; fiquei sozinho na cidade grande como um dragão em seu ocaso, porém ao contrário deste, não posso virar guardião, apenas tornei-me um ser sozinho, aluguei este quarto e daqui nunca mais sai.
No meu peito, camisas velhas, rasgadas, amassadas e um coração destruído. Conheci muitas, amei diversas, mas todas retribuíam-me com um simples e amargo desprezo de alguém que achou outro melhor. Além disso há as cicatrizes da viagem pela sobrevivência, as árvores secas batendo em meu peito; uma marca que nunca apagará em meu corpo e da minha memória.
No meu pé, o desprezo do mundo, o capitalismo exacerbado, a marca da foice para cortar cana, a tristeza de uma terra esquecida e condenada pela seca.
Quem sou eu? Eu sou a encarnação do medo de estar sozinho, da escuridão que todos temem, do desprezo, da angústia. Chame-me como quiser, apenas não me siga, me deixe sozinho e leve essa imagem do espelho consigo, não quero ver-me por dentro, estou podre. Apague a luz também, quero sonhar, quero ser feliz, ao menos nos meus sonhos.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Como prometido...
Eu o criei antes de ir em uma festa junina, para caso precisasse enviar um daqueles cartões românticos, eu teria algo. Os senhores devem estar pensando: "é claro que você já estava pensando em alguém quando estava criando, ninguém é idiota o suficiente para escrever algo e levar para caso encontrasse a alma gêmea em plena festa junina!"; bem... isso não responderei, pensem vocês mesmos o que quiserem.
Mas vamos deixar disso porque eu tenho um pedido para fazer: dêem um nome para esse poeminha! Quem seria melhor do que vocês, nobre leitores, para dar um nome ao meu texto?
espero que me ajudem e que gostem dele.
Sem nome (ainda)
Perdi os meus pensamentos
ao te ver
linda ao luar
ouvindo o mar
musa perfeita,
amo-te
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Trago boas notícias
Bem... hoje irei colocar aqui mais um poema, "A matemática do amor". tá, tá! Eu sou nerd! Eu sei disso, todos me falam isso, mas acreditem: é mentira! Eu escrevi isso no ano passado, estava fazendo cursinho ainda, daí já viu né?! Mas agora sou um vagabundo! Eu deveria estudar, mas estou aqui, viu? não sou nerd! Mas sem mais delongas, espero que gostem, tenham uma boa noite.
A MATEMÁTICA DO AMOR
Como entender o amor?
Função infinita
Infatorável
Indivisível
Raízes complexas e inimaginárias
Impossível entender
Possível sentir
Impossível explicar
Possível experimentar
Finito e infinito juntos
Paradoxo do amor
Quanto mais se ama
Menos se entende
Para que entender?
O importante é sentir
Sinta o amor
Sinta a paixão
Sinta a vida
domingo, 23 de agosto de 2009
Boa noite leitores...
Hoje irei mostrar um de meus poemas, ele se chama "lembre-se sempre"; Não sei porque esse nome, se você achar um melhor, fale, por favor, pois não sou bom para títulos.
Leitores, comentem, por favor, mesmo que seja para falar oi, tchau, "a", sei lá! Comentem apenas para que eu saiba que vocês existem ainda e, assim, eu fico mais animado em continuar a postar.
Obrigado, espero que gostem; se não, sugestione, pois é com os erros e percebendo-os que aprendemos.
"LEMBRE-SE SEMPRE"
Olhe para mim
Não tenhas medo
Enfrente seus problemas
Enfrentando sua mente
A vida não é bela
Não é feita só de coisas boas
Mas tudo tem seu lado bom
É só querer enxergar
Me ouça
Não desista
Existe um mundo para todos
É só achar o seu
Não desistas de seus sonhos
Eles são lindos
Siga em frente
enfrente os desafios
Não vá embora
Não dê as costas
Fugir não adianta
Apenas piora
Não chores
Não estás sozinha
Estou contigo
Neste abismo sem fim
sábado, 8 de agosto de 2009
Felicidade
Momentos? Que tipos de momentos? De supresa? Se for, eu só fiquei realmente alegre duas vezes: 1) um dia que eu apareci de supresa na colação de grau duma amiga minha. Quando ela me viu, ela saiu correndo gritando meu apelido, pulou em mim e me abraçou fortemente. 2) numa festa junina que eu estava andando sozinho, minha amiga me viu e veio saltitando na minha direção e disse: “que bom que você veio! Fico muito feliz!” e depois, quando fui me despedir: “amei você ter vindo, muito obrigada!”. Agradeço sempre por ter tido esses instantes e essas pessoas em minha vida. Mas ouve outros pequenos momentos também com outros amigos que foram importantes e também gosto de me lembrar.
Ou é como uma amiga minha disse: “felicidade pra mim não é apenas sorrir, pois isso pode ser fingimento; ser feliz pra mim é basicamente se sentir bem com o que eu to fazendo bem de verdade. Não me sentir bem porque os outros falam ou porque o mundo acha isso correto.”? Gosto de sair com amigos, mas sou pouco nerd também, pois eu me sinto bem em resolver alguns exercícios e jogo RPG, mesmo sabendo que todos me zoam por causa disso.
São sentimentos? Então quando dou aula eu sou a pessoa mais feliz do mundo, pois eu me sinto tão bem ao ajudar, ao ver que a pessoa que estou ensinando está prestando atenção em mim, que sou importante para ela, que o que estudei não foi em vão.
Felicidade, na verdade, é tudo isso junto, porém só percebesse que está feliz quem quer. Entretanto há aqueles que querem ser feliz, porém não conseguem porque acham que não está ao alcance. Ela está ao alcance de todos, é só querer sentir.
domingo, 12 de julho de 2009
boa noite!
Amigos são como ondas no mar: existem as grandes, porém, quebram muito rápido; outras, do mesmo tamanho, nunca desaparecem, pois, mesmo quebrando, deixam na areia espuma; algumas de diversas alturas, crescem e continuam do mesmo tamanho até o fim ou desaparecem e ressurgem depois; existem as pequenas, mas duram por muito tempo; há as que surgem nos piores dias, porém são as melhores e outras, para finalizar, são traiçoeiras: tornam-se grandes, mas, quando menos se espera, elas te levam para uma barreira de corais. algumas ondas tornam-se especiais, não sendo mais amigas, e sim,namoradas ou esposas. infelizmente, as ondas, um dia, mesmo as mais demoradas, se vão; gostaria que fossem como pedras, nunca somem, apenas se transformam ao longo do tempo. mas, felizmente, outras marés surgem no lugar das antigas e, assim, mais um ciclo inicia-se.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
finalmente!
Nossa história começa em um quarto com livros espalhados no chão e em cima da cama; sobre a escrivaninha, revistas sobre redação e livros épicos; um armário aberto, com roupas amarfanhadas; um computador ligado baixando músicas. Entra um menino - 18 anos, pele clara, estatura mediana, cabelos curtos acizentado-claro-acastanhado, meio perturbado, feições de medo e insegurança – senta na frente do computador, não para de mexer a perna, mãos tremulas, abre uma janela no computador e vê o rosto de sua amiga na imagem de exibição do bate-papo, ela sorri, felicidade surge no rosto dela ao vê-lo. Aparentemente 18 anos também, cabelos longos loiro-clareado, pele clara, tranqüila e serena.
- não precisa mais se desesperar, voltei Verônica, sentiu saudades?
- que bom Fernando! Senti sim, muita.
Na mente dele, milhões de imagens surgem, está confuso, não sabe o que está sentindo, quer chamá-la para sair, mas tem receio de ser negado.
- Ve... você vai fazer alguma coisa amanhã?
- acho que não... por quê?
- é... que amanhã eu estava pensando em... ir para o cinema... quer ir comigo? – pronto, agora já era, não deveria ter perguntado isso, droga! E se ela pensar que eu estou dando em cima dela?
- cinema? Eu e você? – um pequeno sorriso, imperceptível, sai do rosto dela: ele está dando em cima de mim ou é só amizade?
- é... mas se quiser chamar outras pessoas, também pode. – é... acho que ela acha que dando em cima dela. Estou muito nervoso, droga, ela vai perceber, relaxa, agora já era.
- a... podemos sim, mas que horas? – sim, ele está... finalmente ele me chamou para sair! Pode ser que seja amizade só... devo estar imaginando coisas apenas.
- para mim qualquer hora pode ser. – ela aceitou? Não acredito! Mesmo achando que é uma cantada? Calma! É só amizade! Se controla! Não vai botar tudo na poça d’água agora! . Fernando relaxa o rosto, um ar de alegria emana dele.
- a... então vamos nos encontrar as 16 horas, pode ser?
- tudo bem então. Bem... irei sair agora, tenho aula de manhã amanhã, cursinho é fogo viu!
- está certo então... tchau beijos, te adoro viu?.
Ela acena e manda um beijo para a câmera
e, ele como retribuição faz o mesmo e desliga o computador após isso. “Meu Deus! Eu consegui! Vou sair com ela amanhã! Tantas oportunidades perdidas... por quê ela disse que me adorava? Ela nunca disse isso.” Deita-se na cama e dorme pensando nela. Ela pelo contrário, começa a conversar com uma amiga:
- tem certeza que irá ao cinema com aquilo?
- a... ele não é tãããão feio assim vai... além de que... ele me deixa tão feliz.
- felicidade não é motivo para ir ao cinema, vai para algum outro lugar, sei lá, quer que eu vá contigo?
- não não, ele já demorou tanto para me convidar, se ele ver você lá, daí que não ocorre nada; e ainda existe a probabilidade de não ocorrer nada, de ter sido apenas um convite como amigo.
- é por esse motivo mesmo! Eu não quero que você beije ele! Será que existe essa chance? Sei lá viu... homem é tudo safado...
- como você é má! Ele é tão gentil... lógico que existe essa chance... tudo bem que eu não importo nem um pouco em ficar com ele... mas vai ser divertido passar o dia com ele de qualquer jeito.
- o tristeza viu... bem faça o que quiser viu. Irei sair, depois você me conta o que ocorreu. Mas se faz um pouco de difícil, porque homem merece.
- eu sei... irei fazer um pouco. Tchau.
Por que a Juliana não gosta dele? Ele é tão simpático, divertido, sempre me dá atenção, mesmo algumas vezes que sou seca com ele... bem... vamos ver o que ocorrerá. Verônica deita-se na cama e dorme.
No dia seguinte, às 13 horas, Fernando acorda com um sorriso no rosto: “é o dia! Vou sair com ela, minha queridinha.”; sai da cama e vai ao banheiro tomar banho e, depois, almoçar num restaurante. Ele não aprecia o mesmo de anteontem: triste, abatido, preocupado, com medo de ser ignorado, de não passar no vestibular. Ela o fez esquecer todos os problemas. Como o amor é lindo, quando acha que é correspondido.
Verônica acordou mais tarde que ultimamente, às 14 horas, estava se sentindo alegre, não sabia o porquê: “é... eu vou ver o Fernando... será que dará tudo certo? Espero que sim...”. Ao se trocar, sem perceber, coloca mais perfume que o normal e uma roupa mais bonita.
Chegou o momento tão esperado; Fernando chega dez minutos mais cedo, não pode deixar esperar né?!, muito bem arrumado, penteou o cabelo, passou perfume, desodorante, usava uma calça jeans e uma camisa pólo, porque sua irmã sempre lhe dizia: “ você fica muito lindo com essa roupa.”. Será que ela também achará isso? Espero que sim... o meu hálito! Meu Deus! Eu só escovei o dente! Tenho que compra um halls!” e sai desesperado para a banca de jornal para comprar. Um minuto depois, chega a Verônica,Olha para os lados para ver se o encontrava ... nada: “Cadê o Fe?” e senta-se no banco.
Fernando chega todo feliz, agora está com um bom hálito, já estava antes, mas está muito nervoso para perceber isso. Ao chegar no local combinado, vê uma mulher sentada no banco: “ Meu Deus! Como a Verônica está linda! Olha a roupa! Uma blusa vermelha com um belo de um decote, calça jeans justa, Se controla! Olha o rosto dela! Que perfeição! Calma, calma, deve ser o jeito normal dela, vocês só conversam por MSN, agora, vai lá e conversa com ela, que ela deve estar esperando. Ta, cala a boca então! Ô vida! Estou me auto-xingando.”
Verônica o vê mexendo a boca, “será que ele me viu? Vamos se fazer de difícil”, e vai até ele :
- Fêêê! Que demora hein! Fiquei esperando você uns 5 minutos.
-ãhm?! A! Vêêêê! Ai, desculpa, eu fui comprar halls, quer um? “halls? Que desculpa esfarrapada! Eu to é com medo mesmo!”
Os dois, enquanto falam, se abraçam mas, no momento que iam se beijar, sem querer dão um selinho. “Será que ela percebeu? Ai socorro! Botei tudo por água abaixo!”. “Será que foi proposital?”. Fernando tremia de medo, de emoção.
- por que você está tremendo? Por o acaso foi por causa do selinho? – uma risadinha sai da boca dela.
- eu? tremendo? Ai! Desculpa! Foi sem querer, juro! - “ ta... agora fedeu... porque fiquei nervoso viu? Deveria ter falado normalmente” – mas e ai? Mais alguém vem?
- não ,não, vai só nós dois mesmo. vamos assistir qual filme?
- qualquer um, pra mim, tanto faz, pode escolher.
- a... tudo bem então... então que tal assistir este? – apontando para o filme.
- pode ser!. “este? Que coisa... será que isso é algum sinal?”.
Eles entram no cinema, quase vazio, decidem sentar no fundo, mais confortável, pode retirar o encosto, será que ele tentará? Eles conversam sobre vários assuntos antes do filme começar até que, no meio do filme ele pensa: “o filme horrível! Ela só pode ter escolhido isso para nós ficarmos, só pode ser! Será que eu tento? Estou com medo, e se não der certo? A amizade continuará?” e, parecendo que foi impulsionado, fala:
- é... estamos aqui... você está muito bonita hoje sabia? “ que jeito horrível de puxar assunto! Mas tudo bem vai... se funcionar...não custa nada tentar não é?!...”
- a... obrigado... - “isso foi uma cantada? realmente... a Juliana estava certa... o cara é mais lerdo que minha avó de cadeira de rodas sem rodas!”
- só estou falando a verdade... – começa a chegar perto dela para tentar abraça-la.
- hehe... vou ir ao banheiro, já volto. - “nossa! Ele começa com uma desgraça daquela e ainda tenta me abraçar? Fala sério!”
Enquanto ela vai ao banheiro, Fernando começa a suar frio,começa a pensar em um mol de meios de chegar nela, mas todos com finais ruins.
- Meu Deus! Por que? Só por causa do selinho sem querer? Me ajuda ai vai!
O filme começou e ela não chegou. “ela fugiu! Droga! Estraguei tudo!” começa a se desesperar, mas logo em seguida, vê ela voltando. “ufa!”.
- pronto, voltei, sentiu minha falta? Hehe – “vamos ajudar ele um pouquinho vai”
- senti... muita... – “será que é para eu tentar agora? Melhor não vai, não quero estragar mais do que já estraguei”
- que bonitinho... – “tá... ele realmente não percebeu...”. Verônica chega perto dele e o abraça.
“ agora é um sinal! Valeu ae ô de cima!” ele olha para ela firmemente e começa a chegar perto do rosto dela; ela o retribui e faz a mesma coisa. Quando iam se beijar, Verônica vira o rosto. “ por que? Estava dando tudo certo!” . “ agora não... vou atiçar ele um pouco, quando ele for me deixar em casa eu beijo ele”. “Droga! Maldito selinho! É tudo culpa dele! Ela não vai mais querer olhar para a minha cara, droga!”
É... ele tentou mas não conseguiu... e, assim, eles ficaram no filme inteiro, abraçados, Fernando preocupado de ter feito algo errado e a Verônica pensando no momento certo, no final do filme ela vira a cara dele e o beija. “ magnífico! Vai ser perfeito!”.
No final do filme ela decide colocar o seu plano em pratica, porém...
-Fernando!
- o quê é? – virando a cabeça para ela.
No momento que ela ia o beijar, aparece a Juliana:
- oi gente! E ai? Gostaram do filme?
- a... oi Juliana... . “o que ela está fazendo aqui?”
- você havia me dito que ia vir, daí decidi vir também.
- a... legal... “é... ela disse que não ia me deixar ficar com ele e não deixou mesmo, mas ainda tem a despedida”.
- bem... estou indo embora... tchau. – Juliana sai pela porta com amigo.
- o que você queria Vê?
- a... nada não, você vai me deixar em casa né?
- Aham, vamos lá!
Os dois se levantam e ela segura a mão dele como namorados. “ coitado, vamos mostrar que eu quero ele” . “por que ela está fazendo isso? Quer me desesperar mais é? O menina louca!”.
Caminham conversando, alegres, falando sobre o filme, porém quando vão passar a última rua para chegar na casa dela, um carro contra-mão em alta velocidade vem na direção dos dois; Fernando percebe isso e, em um ato rápido, empurra a Verônica para fora do encontro, mas é atingido pelo carro. Verônica olha tudo com um cara de espanto: “ ele me salvou...”, sai correndo, com medo de que algo ruim tenha ocorrido com ele, sentindo remorso de ter “brincado” com ele.
- Fernando! Você está bem? Fala comigo! Fernando!
- Vê? Você está bem? Desculpa por tê-la empurrado... o carro ia lhe atingir... – está todo ensangüentado, pernas e braços quebrados, na barriga havia uma mancha roxa: hemorragia interna. “ela está preocupada comigo? Sou o homem mais feliz do mundo!”
- seu bobo! Por que você não pulou junto?
- porque não ia dar tempo... preferi lhe salvar... você foi a pessoa que mais me deixou feliz em toda minha vida, trouxe a felicidade novamente em mim, o amor...
- Fernando! Não morra! Eu gosto muito de você! Muito mesmo! eu só não beijei você no cinema porque não queria deixar as coisas fáceis... mas exagerei... desculpa...
- tudo bem... Vê... quer namorar comigo?
- claro que quero! Agora , deixa eu ligar para o hospital.
- antes, me dá um abraço.
Eles se abraçaram, como nunca abraçaram ninguém em suas vidas, carinho, afeto, atenção, amor, tudo em um único abraço.
- Vê... eu sou a pessoa mais feliz do mundo... e Vê... eu... – sangue escorre pela boca, misturando com a blusa vermelha dela – te... amo! – e um sorriso aparece na boca vermelha dele.
- eu também lhe amo muito! Não morra!
-relaxa, vai dar tudo certo. – e com a mão, faz um carinho no rosto dela e fecha os olhos após.
Verônica, percebe que ele não está mais a abraçando, tenta chamá-lo, aos berros, chorando, gritando, pedindo ajuda de santos para fazê-lo voltar a viver, mas já era tarde... o amor da vida dela foi-se feliz por tê-la protegido, tê-la tranqüilizado, tê-la escutado, tê-la amado.